O tempo sente-se de muitas formas. Há dias em que pesa e há dias em que nem damos por ele passar.
Não falo do tempo do calendário, nem da correria dos horários a cumprir. Essa correria é, muitas vezes, a desculpa perfeita para não termos tempo para nós. Porque parar obriga-nos a olhar para dentro: para o que gostaríamos de esquecer e para o que ainda gostaríamos de ter feito.
Duas das dores do tempo
O tempo pode magoar-nos de muitas formas. Há duas que quase todas as pessoas conhecem:
- A dor do que ficou para trás.
- A incógnita do que virá.
Estas duas têm uma coisa em comum: tiram-nos do agora. O que passou fica na memória, e o que há de vir é apenas uma miragem do que pode, ou não, acontecer.
Então porque é tão difícil ficar no presente? Porque nos deixamos desgastar assim?
Passamos horas a remoer memórias que não podemos mudar, e a ensaiar futuros que talvez nunca cheguem. Adoramos “viajar na maionese” do tempo, e lá seguimos pela estrada dos se… se… se…
O passado como uma história que te contaram
O passado só tem importância pelo que te ensinou. Experimenta olhá-lo como as crianças olham para uma história que lhes contaram: algo que aconteceu, que deixou uma lição, e que não precisa de mandar no teu dia de hoje.
E guarda as boas memórias por perto, aquelas que te fazem sorrir.
O futuro como um mapa
Quanto ao futuro, o importante é planear com calma o caminho que é bom para ti: não para quem te rodeia, não para a sociedade, mas para te sentires bem e em paz contigo.
Imagina a tua vida como um mapa. Conheces os traços gerais do ponto de partida e tens uma ideia do ponto de chegada, mas o caminho só se vai revelando à medida que o desenrolas. Esse desenrolar do mapa é o autoconhecimento. Por isso, convém escolher bem o caminho, passo a passo, com atenção ao presente.
Uma espiral, um balão
O tempo vivido e por viver pode ser uma espiral, que ora sobe ora desce, ou um balão, que ora está cheio ora está vazio. Cada pessoa sente-o à sua maneira, e essa é a maravilha de sermos humanos.
Como o Método Inner Peace ajuda
Não é possível deixar de pensar no passado só porque decidimos. O que podemos fazer é aprender a usá-lo a nosso favor, escolhendo o lugar e a importância que lhe damos. Nas sessões do Método Inner Peace, trabalhamos precisamente os hábitos que criámos com o tempo, para que o presente volte a ser o teu lugar.
Exercício para esta semana
- Tem um papel à mão durante um dia.
- Sempre que deres por ti a pensar no passado, faz um traço de um lado.
- Sempre que deres por ti a preocupar-te com o que vai acontecer, faz um traço do outro.
- Ao fim do dia, conta os traços. Sem julgamento: só para perceberes onde passas o teu tempo.
Depois, imagina como gostarias que uma situação da tua vida estivesse daqui a uma semana, um mês e um ano.
Se sentes que o tempo te pesa mais do que devia, marca a tua sessão inicial gratuita de 20 minutos. Vamos conversar sobre o teu caminho.

